quarta-feira, 24 de outubro de 2012

No festival de Arapiraca Alagoas, cantando o mote:



Quem visita o sertão fica sabendo
O que a seca provoca no sertão.
 
                       Zenilde Batista diz:

Sertanejo na seca se aperreia
Sobra gado com fome e falta pasto
Apesar do esforço e muito gasto
Ver-se vaca tão magra que bambeia
A mulher com uma lata d'água cheia
O marido com duas num galão
Se ver dois carretéis num cacimbão
Uma lata subindo outra descendo
Quem visita o sertão fica sabendo
O que a seca provoca no sertão.

Com Chico de Assis em Pedra de Buíque PE
O mote sobre escravidão:Obrigado Izabel pelo que fez / Em defesa do preto escravisado

                         Zenilde Batista diz: 

Izabel que já tinha informação
Que o escravo na feira era vendido
E depois pra fazenda conduzido
Se juntava aos outros no galpão
A comida era caldo de feijão
Com farinha ou cuz-cuz mau cozinhado
A dormida no frio desenrolado
No chão limpo ou no couro de uma rez
Obrigado Izabel pelo que fez
Em defesa do preto escravisado.

Com Chico De Assis em Angelim PE o mote:

No avanço da da tecnologia
Vai o povo morrendo sem saber


                         Zenilde Batista diz: 

Cada carro que vira se esfarela
Causa danos faz medo mata gente
Com os trens quando há um acidente
Não se pode pular pelo janela
Quando um avião se desmantela
Não se pode empatar dele descer
O piloto não tem o que fazer
Porque morre também naquele dia
No avanço da tecnologia
Vai o povo morrendo sem saber.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

MOMENTOS DE INSPIRAÇÃO

Cantando com Josival Viana no município de Major Isidoro AL, em 1981.

O meu verso é como prego
Que tem ferros e metais
Depois que finca na taboa
E vira a ponta pra  traz
Pode passar vinte anos
Ele não se arranca mais.

Cantando com João Axandre Sobrinho na rádio progresso de Juazeiro do Norte no Ceará em 1978 o mote em sete:

Quem achar o meu jumento
Ganhará uma gur geta.

                                      
                                        Zenilde disse:
Se sumiu sem eu querer
O meu jumento troteiro
Quem souber do seu roteiro
Venha logo me dizer
Que eu tenho todo prazer
De abrir minha gaveta
Pegar minha bolsa preta
E fazer o pagamento
Quem achar o meu jumento
Ganhará uma gur geta.

.
Com Geraldo Amâncio no muicípio de Inhapi AL, Geraldo defendia os católicos e Zenilde Batista defendia os crentes. Ambos cantavam numa rapidez de 8 segundos de uma sextilha para outra.Geraldo disse:
Quem ama a virgem Maria / Por favor levante a mão.


Zenilde responde cortando o deixa.
 Gostei da sua expressão
Com essa bondosa gente
Para provar que os católicos
Também pecam diariamente
O que não tiver pecado
levante a mão novamente.

Com Louro Branco no bar Vagão em Iguatu Ceará

Vou da sala pra cozinha
Pego a foice saio fora
Vou no mato corto o tronco
Parto o meio sacudo a tora
Faço o monte trago a jega
Trepo a carga e vou embora.

Gustavo Marinheiro disse: 
Cantando não me confio / Em repentista zanolho.

                               Zenilde respondeu:
Ele me chamou zanolho
E eu dou razão a ele
Está certo eu sou zanolho
Olho esse vejo aquele
Reparo pra o pai da moça
E paquero com a filha dele.

Cantava com Pedro Ferreira em Orós CE na presença do taxista Zé Galego quando pedro terminou uma estrofe dezendo: O pessoal está rindo,  no mesmo instante convidaram Zé Galego para uma corrida, ele levantou-se e foi ganhar  R$10 cruzeiros de quem o convidou, Mas antes de sair colocou R$ 10 cruzeiros na bandeja o preço da corrida que ninguém não sabe nem se ele recebeu na hora ou ficou fiado. 
Zenilde Batista pensando nessa circunstância na hora improvisou

Zé Galego vai saindo
Mas resolveu nos pagar
Botou 10 foi ganhar 10
Embora lucro não dar
Fez como quem perde um fósforo
E risca outro pra caçar.
 
Zenilde Batista cantando na rádio Iracema de Iguatu CE

Hoje a minha cantoria
É no sítio Canafista
Ou melhor é Canafístula
Tirei meu carro da pista
Ou é defeito na máquina
Ou falta do motorista.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O que eu disse cantanado...

Cantando com Antônio Maracajá no município de Acopiara Ceará no início da profissão nos anos 70,
Ele disse: Vamos ver se a gente ganha / Pra pagar ao motorista, o mesmo que nos levou para a Cantoria numa fazenda,

                              Zenilde Batista disse:    

Admiro o motorista,
Que inteligente ele é
Pra sair bota primeira
Pra voltar coloca ré
Trabalha com 3 sentidos
Na mão na vista e no pé.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

MINHA BIOGRAFIA

Zenilde Batista , nasceu no Sítio Vaca Morta município de Iguatu Ceará em 07 de Março de 1945. O local do seu nascimento fica a margem esquerda da estrada que liga Iguatu a Várzea Alegre na região Centro-Sul do estado do Ceará, Brasil. Seu nome completo é Francisco Zenilde Batista, e é filho de Francisco Siébra de Lima e Francisca Almerinda Batista, sendo o terceiro filho do casal e é irmão de Nilzinha, Neldo, João e irmão adotivo de Maria de Fátima.Zenilde Batista se casou aos 21 anos em 1966, aos 29 de Janeiro na Igreja de Senhora Santana em Iguatu as 10 horas do dia com Rita Alves Batista, filha de Manoel Alves da Silva e Izabel Maria de Jesus ambos do Rio Grande do Norte. O casal é pai de 4 filhos: Manoel primeiro e Macone o quarto falecidos. estão vivos Maria Marly Batista e Francisco Maurício Batista. Zenilde Batista mora atualmente em Santana do Ipanema Alagoas no alto sertão do estado, mas não esconde o grande amor que tem pela sua terra natal Iguatu Ceará.O Sítio Vaca Morta fica entre Croatá e Piripiri no beiço da pista, estrada que  corta o local que não lhe sai da lembrança, sendo a esquerda o local da casinha que lhe viu nascer e a direita um mangueiral que recorda muito bem, O seu tio José Batista, primos, irmãos e toda família Batista. Isso sim no sentido Várzea Alegre Iguatu. Zenilde Batista, recorda muitos os seus colegas de infância que habitavam toda aquela vinhança dos sítios:Croatá, Umburana, Bravo, Barriga, Escadinha, Moreiras, Várzea do Fôgo, Agua Frira, Quixoá, Cardoso, Penha, Gadelha, Pedrinhas, Piripiri, Vaca Morta, Riacho Fundo, Juá, e outros mais que sE transformaram em um filme que jamais sairá da sua lembrança por que é muito bom recordar e ter o direito de pisar na terra natal. Embora pouca gente me conheça nesses lugares mas eu recordo de todos graças a Deus. Iguatu minha terra eu te amo.  Zenilde Batista, reconhece a gradeza de Deus na sua vida é evangélico declarado, para honra e glória de nosso Senhor Jesus Cristo é humilde de coração por que reconhece a piquinez do homem no mundo, e a grande misericordia de Deus para com todos nós.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

RAÍZES CULTURAIS.


Esse CD tem o título de Raízes Culturais a primeira música é chamada: 
Engenho de madeira, a segunda: Missa de vaqueiro, 
E varias outras da autoria de Zenilde Batista e outros artistas.
Marly Batista filha de Zenilde Batista, tem sua participação 
Cantando com sua voz muito afinada e melodiosa. 
Esse DC foi gravado com sanfona e teclado, resgatando 
As raízes culturais do nosso país.

mostrado cultura



Zenilde Batista se apresentando em um clube em Poço das Trinxeiras Alagoas , em Junho de 2012 numa festa espetacular aonde o povo se divertiu a vontade. Esse poeta a sua esquerda é Rafael Neto,de Aracaju que reside em Paulo Afonso Bahia, um bom repentista.Nessa ocasião a cultura falou mais alto 
E o improviso levou alegria a dezenas de corações que amam cantoria de repente.

ANTES DE CANTAR.

Essa fotografia foi tirada antes da nossa apresentação em Junho de 2012 em Poço das Trinxeiras-AL